Fazenda Vista Alegre | PROMOÇÃO

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.A visitação consiste em um tour histórico guiado pela sede colonial (uma construção original do séc. XIX) e pelos belíssimos jardins. O passeio é feito pelo próprio casal de proprietários que estuda e pesquisa sobre a região há anos

A visitação consiste em um tour histórico guiado pela sede colonial (uma construção original do séc. XIX) e pelos belíssimos jardins. O passeio é feito pelo próprio casal de proprietários que estuda e pesquisa sobre a região há anos

A Fazenda Vista Alegre teve origem em terras de sesmaria concedida a Inácio Paz Sardinha em 1809. Impossibilitado de explorá-la, Sardinha a transferiu, neste mesmo ano, para Francisco Martins. Francisco Martins, um desbravador de fato, deu início à exploração das terras, que passaram a ser conhecidas com Fazenda Santa Tereza. Os limites da sesmaria foram julgados em 1817, com uma área que correspondia à meia légua em quadra, ou seja, 225 alqueires geométricos. Francisco Martins, açoreano da Ilha de São Miguel dos Açores, casou-se com Ana Maria da Conceição, filha de seu vizinho, Hipólito Pimentel. Um fato curioso sobre esta união é que Francisco, depois de casado, adotou o sobrenome do sogro, passando a ser conhecido com Francisco Martins Pimentel. Além do sobrenome, herdou do sogro uma grande quantidade de terras ao sul de sua fazenda, conhecidas como “Conceição”. Pimentel ficou viúvo cedo e casou-se novamente, com Clara Maria Dutra e desta união nascem quatro filhos. Estes, seguindo o exemplo do pai, criaram suas fazendas nas terras herdadas, tais como, São Manoel, Santana, Santo Antônio do Paiol e Vista Alegre. Em 1854, faleceu Francisco Martins Pimentel, deixando para cada filho muitas terras. A porção norte da sesmaria foi herdada pelo filho Joaquim Gomes Pimentel, na qual foi fundada a Fazenda Vista Alegre, cuja construção da unidade de produção de café da fazenda se deu entre os anos de 1858 a 1860. Joaquim Gomes Pimentel imprimiu sua marca na história da fazenda, através de notáveis atuações no campo das artes, da cultura e da tecnologia. Em 24 de outubro de 1863 alcançou a posição de Alferes da Guarda Nacional da Legião de Valença e, em 28 de fevereiro de 1864, o título de Visconde Pimentel, por D. Luís “El Rey” de Portugal. Em 16 de junho de 1869, tornou-se Capitão da mesma Guarda Nacional, já então consagrado pelo dinamismo e pela inovação de métodos e tecnologia rural e na vida social da Fazenda Vista Alegre. Célebre em sua época pelo convívio com as artes, o Visconde de Pimentel freqüentemente promovia saraus na fazenda, para os quais trazia memoráveis apresentações de artistas e músicos famosos, como a do pianista Gotshalk, feita em 21 de agosto de 1869. O Visconde criou também sua própria banda d de música, constituída por 27 escravos libertos. A Banda de Música da Vista Alegre costumava apresentar-se em todas as ocasiões festivas de Valença. Aprendia-se na fazenda, além de música, as artes teatrais e a religião. A “Escola de Ingênuos” como ficou conhecida, foi a primeira do país a alfabetizar filhos de escravos nascidos da Lei do Ventre Livre. A Casa da Música ainda existe, próxima à sede. As inovações implantadas na Fazenda Vista Alegre motivaram uma histórica visita do Conde d’Eu à Valença, acontecida de 16 a 18 de setembro de 1876, na qual o Conde teve a oportunidade de participar de animados saraus, visitar as instalações das propriedades de Pimentel, realizar cavalgadas e passeios no lago que existia aonde é hoje o Parque de Exposições de Valença, em cuja nascente mineral refrescou-se. Embora tenha atingido fama e prestígio em vida, o Visconde de Pimentel faleceu com seus bens inteiramente hipotecados à sua irmã, Maria Francisca, viúva do comendador Manoel Antônio Esteves. Enquanto viva, Maria Francisca protelou a execução da hipoteca o quanto pôde. No entanto, logo após sua morte, em 1897, seus filhos executaram a dívida, deixando a tia, Viscondessa Pimentel, apenas com alguns bens em Valença (o Visconde já havia falecido nesta ocasião).
Os Esteves deram a Fazenda Vista Alegre em pagamento de suas próprias dívidas ao Banco do Brasil, por ocasião da derrocada da economia cafeeira. A Fazenda foi adquirida em leilão pelos irmãos e sócios Álvaro e Horácio Mendes de Oliveira Castro, em 1901, juntamente com as vizinhas, Chacrinha, Santa Tereza e Campo Alegre. Trazidos a convite de Álvaro de Oliveira Castro, em 1912, chegam à Vista Alegre os primeiros imigrantes dinamarqueses no Vale, que vieram a fundar, na Fazenda, a primeira indústria de queijos de tecnologia européia do Estado, os famosos Laticínios Dana. A família Nielssen residiu na Vista Alegre por cerca de 30 anos, tendo desenvolvido e aprimorado queijos de qualidades variadas, até transferir-se para Aiuruoca, no sul de Minas, aonde vieram a multiplicar indústrias e marcas de laticínios diversos. Em 1956, Álvaro resolveu dividir seus bens entre seus herdeiros, cabendo Vista Alegre à filha Maria Eugênia, casada com Eduardo Soares Sampaio. A Fazenda Vista Alegre pertence, desde 1980, a Délio e Clair de Mattos Santos, que a adquiriram de Eduardo Soares Sampaio. Dr. Délio Mattos é advogado e empresário, Cônsul Honorário da República de Malta, Fundador e Conselheiro do Instituto Preservale.

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