Fazenda do Paraizo | PROMOÇÃO

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O Tour consiste em visitar à sede, onde é contada a história da Fazenda, além de informações sobre o mobiliário existente e objetos. Ao final visitaremos o espaço de beneficiamento do café, onde é servido como cortesia um delicioso café, bolos e sucos.

Em 2012, a Fazenda do Paraizo, em Rio das Flores, completou cem anos nas mãos de uma mesma família. Produtiva e inteiramente preservada, esta jóia do século 19 manteve-se com as pinturas artísticas originais, os móveis luxuosos e a atmosfera de encanto.
O município tem nome poético, Rio das Flores. Fica no Vale do Café, como é conhecido o vale do rio Paraíba, na região sul-fluminense, a 170km do Rio de Janeiro, na divisa desse Estado com Minas Gerais, bem próximo à cidade de Valença. Ali, a Fazenda do Paraízo se conserva intacta, poderosa e bela, desde que sua sede foi erguida pelo barão e depois Visconde do Rio Preto, entre 1845 e 1853. "Nada aqui foi descaracterizado”, afirmam os atuais proprietários, o casal de administradores de empresas Simone e Paulo Roberto Belfort, cujo bisavô comprou da família do visconde em 1912.

Inicialmente constituía uma sesmaria de meia légua em quadra (225 alqueires), concedida pela Coroa Portuguesa ao padre Manoel Joaquim Cordeiro Nunes, por volta de 1812. Alguns anos depois, Nunes a vendeu ao casal João Pedro Maynard d’Afonseca e Sá e Joana Edwirges de Menezes e Souza, possuidores da vizinha Fazenda da Barra das Flores, hoje denominada Loanda. Após o falecimento de Maynard, sua viúva se desfez das fazendas, vendendo-as, em épocas diferentes, a Domingos Custódio Guimarães, futuro barão e visconde do Rio Preto, sendo a Paraízo adquirida por volta de 1842.
A Fazenda do Paraizo, adquirida em pura mata, foi um dos mais prósperos estabelecimentos de café do Vale do Paraíba. Sua unidade de produção, construída entre os anos de 1845 e 1853, foi considerada, para a época, uma fazenda modelo (f42). Rio Preto implantou em sua Flores do Paraízo – como inicialmente era denominada – uma série de modernidades pioneiras no Vale. Entre as iniciativas que devem ser ressaltadas, estão: a instalação de um moderno maquinismo de beneficiamento de café por força motriz, importado dos Estados Unidos – as máquinas Lidgerwood – e a iluminação a gás nas dependências da sede da fazenda, quando o Império ainda desconhecia o sistema (ANDRADE, 1989).
Sua fazenda produzia de tudo. Nos primeiros anos como agricultor, plantou cana e café e adquiriu mais de 500 escravos, além dos já encontrados na Fazenda da Barra, a pioneira. Comprou todos os sítios confrontantes a suas fazendas de Flores do Paraízo e Barra das Flores, tais como: Criméia, Santa Vitória, São Leandro e as fazendas Cachoeira do Bom Sucesso (que mudou o nome para Santa Thereza), União, Santa Bárbara e duas sesmarias em pura mata virgem que as batizou de Santa Genoveva e Mundo Novo. Havia, na província de Minas Gerais, as fazendas Mont’Alverne, Santa Quitéria, Monta Cavalo (que também mudou o nome para Aliança), além dos sítios Coelho, Machado, São Bento, Retiro, Assude, Pinheiros e Torquato. Tirando apenas as duas sesmarias, todas as outras propriedades possuíam unidades de produção de café. No campo social, Flores do Paraízo também se destacou, pois havia nela uma banda musical composta por 80 escravos, que fazia apresentações em festividades da fazenda e em Valença, com rico repertório. Escravos artistas, como foi o caso de mestre Justino, que o próprio se gabava por ter sido o mais “caro” para o visconde. Justino havia sido discípulo de Debret, falava fluentemente o francês e foi responsável pelos trabalhos de pinturas de marmorização nos rodapés do palacete, auxiliando nos arremates o pintor espanhol José Maria Villaronga, autor dos painéis pintados nas paredes da sede da fazenda. Havia também escravos marceneiros, como mestre Domingos, que produzia cópias fiéis de móveis em jacarandá no mais puro estilo Luis Felipe, Luis XV e Luis XVI; além de hábeis escravas tecelãs que bordavam e teciam colchas de lã de carneiro, criados ali mesmo na fazenda (ANDRADE,1989).

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